{"id":374,"date":"2021-06-02T00:01:00","date_gmt":"2021-06-02T00:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/?p=374"},"modified":"2021-06-22T20:28:42","modified_gmt":"2021-06-22T20:28:42","slug":"cultura-e-educacao-na-formacao-da-subjetividade-psicanalise-e-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/cultura-e-educacao-na-formacao-da-subjetividade-psicanalise-e-educacao\/","title":{"rendered":"Cultura e educa\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o da subjetividade \u2013 psicanalise e educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>O novo paradigma da inclus\u00e3o mostra a necessidade de o trabalho ser conduzido levando em conta a heterogeneidade existente na sala de aula. Portanto, o educador que queira atuar nesse modelo, dever\u00e1 aprender a conviver e a trabalhar com a heterogeneidade, tanto no \u00e2mbito curricular quanto no extracurricular. A arte, no seu aspecto sociocultural, propicia o desenvolvimento de v\u00ednculos interpessoais e intrapessoais, e \u00e9 capaz de abrigar a heterogeneidade existente na classe escolar, pois \u00e9 um conhecimento que pode ser trabalhado de forma n\u00e3o linear, n\u00e3o exigindo dos alunos, no caso das oficinas, um desenvolvimento homog\u00eaneo, organizado em etapas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando falamos de arte e cultura na escola, n\u00e3o estamos cobrando dos professores, especialistas em v\u00e1rias disciplinas, uma forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica profissional ou acad\u00eamica e sim uma busca de informa\u00e7\u00f5es culturais e art\u00edsticas que possam coligar com suas disciplinas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Veremos neste texto um conte\u00fado com aportes educacionais, art\u00edsticos e psicanal\u00edticos para compreender como se processa a subjetividade e apreens\u00f5es da realidade pelo individuo e como podemos transferir este conhecimento para o contexto escolar. Nesta trajet\u00f3ria veremos tamb\u00e9m a import\u00e2ncia da arte e de contextos culturais para este processo de apreens\u00e3o da realidade, e teremos uma ideia da import\u00e2ncia da cultura e educa\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o da subjetividade. Focalizaremos neste artigo, para dois cen\u00e1rios escolares: a salas de aula que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de inclus\u00e3o e salas de aula que n\u00e3o est\u00e3o nesta situa\u00e7\u00e3o. A inclus\u00e3o abordada neste texto, \u00e9 relacionada aos alunos que possuem transtornos ps\u00edquicos e emocionais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Modos de apreens\u00e3o da realidade e seu reflexo na educa\u00e7\u00e3o \u2013 abordagem psicanal\u00edtica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para Lacan, existem tr\u00eas registros essenciais da realidade humana, o simb\u00f3lico, o imagin\u00e1rio e o real.<\/p>\n\n\n\n<p>A dimens\u00e3o do real \u00e9 tudo que fica fora da simboliza\u00e7\u00e3o e que pertence a realidade fenomenal imposs\u00edvel de ser simbolizado, o que est\u00e1 fora dos design\u00edos da palavra. Neste sentido, esta dimens\u00e3o \u00e9 inapreens\u00edvel pela linguagem em seu conjunto de significados e conceitos, mas o analista pode acessa-la por meio da forma discursiva da fala, ou seja, ouvindo o que est\u00e1 por traz dos significados.<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender melhor como \u00e9 constitu\u00edda no ser humano, a dimens\u00e3o imagin\u00e1ria e simb\u00f3lica ser\u00e1 preciso termos ideia da descri\u00e7\u00e3o de Henri Wallon sobre a tomada de consci\u00eancia, por parte da crian\u00e7a, sobre seu corpo e sua imagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Este fil\u00f3sofo, m\u00e9dico e psic\u00f3logo franc\u00eas, descreveu como as crian\u00e7as v\u00e3o aos poucos, diferenciando seu corpo, das imagens do espelho. Para wallon, isto ocorre devido a compreens\u00e3o simb\u00f3lica, pela crian\u00e7a, em rela\u00e7\u00e3o ao espa\u00e7o imagin\u00e1rio em que constitui a sua unidade corporal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido, \u201ca prova do espelho\u201d, como \u00e9 denominada por Wallon, \u00e9 a passagem do especular &#8211; quando a crian\u00e7a apenas visualiza sua imagem no espelho &#8211; para o imagin\u00e1rio, quando ascende a um n\u00edvel consciente e mental. Posteriormente, ela faz a transi\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio para o simb\u00f3lico, quando percebe que o reflexo no espelho \u00e9 uma imagem de seu corpo, este fen\u00f4meno ocorre entre os seis e oito meses de vida. Antes deste processo a crian\u00e7a vivencia ainda um corpo n\u00e3o unificado, fragmentado e n\u00e3o independente da m\u00e3e, nem imaginado e nem simbolizado, estando mais ao n\u00edvel da dimens\u00e3o real.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O discurso psicanal\u00edtico, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a portadora de dist\u00farbios global de desenvolvimento (autismo e psicose infantil) ir\u00e1 apontar como causa deste d\u00e9ficit social, falhas inerentes a este processo de apreens\u00e3o da realidade imagin\u00e1ria e simb\u00f3lica indicado por wallon e posteriormente por Lacan, que ir\u00e1 denominar este processo de est\u00e1gio do espelho.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Para entender melhor como estes conceitos psicanal\u00edticos podem influir na educa\u00e7\u00e3o, focaremos para os dois \u00faltimos modos de apreens\u00e3o da realidade pelo sujeito: o simb\u00f3lico e o imagin\u00e1rio. Vale lembrar, que a dimens\u00e3o imagin\u00e1ria da realidade \u00e9 relacionada a uma imagem ideal e unificada de n\u00f3s mesmos, e tudo que conquistamos no \u00e2mbito profissional, afetivo e social \u00e9 da ordem do imagin\u00e1rio. J\u00e1 a dimens\u00e3o simb\u00f3lica est\u00e1 relacionada com as leis sociais, em seu sentido geral, as trocas sociais que se reflete tamb\u00e9m na nossa comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o com os outros.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o da inclus\u00e3o dentro dessa perspectiva psicanal\u00edtica, a participa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a portadora de autismo e psicose infantil no grupo social representado pela escola, ou em atividades em grupo, \u00e9 terap\u00eautica, pois, ao se dar \u00e0 crian\u00e7a um lugar na escola ou no grupo, est\u00e1 sendo feita uma \u201catribui\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria de lugar social\u201d (in, KUFFER, 1997, p.56), ou seja, um ganho e conquista para esta crian\u00e7a. A inclus\u00e3o desta crian\u00e7a em um meio social como a escola, onde existem leis e regras socializadas, tamb\u00e9m, desenvolve a dimens\u00e3o simb\u00f3lica, pois s\u00e3o regras relacionadas \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o, arte e subjetividade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Dentro do contexto da inclus\u00e3o e mesmo em salas de aula que n\u00e3o est\u00e3o nesta situa\u00e7\u00e3o inclusiva, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um ato que contribui com a subjetividade, permitindo que o sujeito circule socialmente como semelhante e participe, assim, das a\u00e7\u00f5es de uma dada comunidade ou grupo. Al\u00e9m do contexto educativo, o trabalho com as linguagens art\u00edsticas oferece um efeito estrutural e construtivo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s diferentes subjetividades presentes em uma sala de aula.<\/p>\n\n\n\n<p>Acredita-se que o ato educativo \u00e9 cultural e integrador. No entanto e apesar desse efeito estrutural das linguagens art\u00edsticas, cabe esclarecer que o professor de uma classe inclusiva ou de uma oficina de arte n\u00e3o est\u00e1, de maneira alguma, na condi\u00e7\u00e3o de terapeuta; sua atua\u00e7\u00e3o \u00e9 estritamente educativa, embora, para estas crian\u00e7as, pelos efeitos obtidos, torne-se terap\u00eautica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando os procedimentos realizados em uma atividade art\u00edstica, como processo educativo, duas quest\u00f5es de car\u00e1ter interdisciplinar se levantam. A primeira quest\u00e3o consiste em descobrir o quanto um processo educativo de abordagem art\u00edstica, pode contribuir para o desenvolvimento das subjetividades em escolas regulares, em situa\u00e7\u00f5es inclusivas ou n\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda \u00e9 saber o que a Psican\u00e1lise pede \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o (KUPFER, 1997), neste paradigma de inclus\u00e3o social. O car\u00e1ter interdisciplinar da primeira quest\u00e3o reside na busca por maior efic\u00e1cia na inclus\u00e3o, em que se constr\u00f3i uma rede interdisciplinar com v\u00e1rias \u00e1reas do saber, como: Educa\u00e7\u00e3o, Arte-Educa\u00e7\u00e3o, Psicologia, Psican\u00e1lise e Sa\u00fade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na quest\u00e3o seguinte, est\u00e1 evidente a rela\u00e7\u00e3o entre Psican\u00e1lise e Educa\u00e7\u00e3o, mas, ao mesmo tempo, \u00e9 preciso considerar que esta, com seus pontos divergentes e convergentes \u00e9 bastante complexa. Para poder estabelecer um caminho no interior desta complexidade, buscou-se na educadora e psicanalista francesa Maud Mannoni (1988, 1989), respostas para as quest\u00f5es aqui colocadas, tentando achar um ponto de equil\u00edbrio entre as mencionadas diverg\u00eancias e converg\u00eancias na rela\u00e7\u00e3o Psican\u00e1lise e Educa\u00e7\u00e3o.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Esta autora viu na educa\u00e7\u00e3o um forte coadjuvante para o desenvolvimento subjetivo de jovens e crian\u00e7as portadores de dist\u00farbios graves. Em sua acep\u00e7\u00e3o, a a\u00e7\u00e3o educativa que proporciona tal desenvolvimento \u00e9 aquela que procura entender estes jovens e crian\u00e7as como sujeitos dotados de desejos pr\u00f3prios, n\u00e3o os considerando somente como um objeto que demanda cuidados especiais (1989, p. 72).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O conjunto de pr\u00e1ticas que colaboram com a Psican\u00e1lise para que a atividade educativa tenha uma rela\u00e7\u00e3o de extens\u00e3o terap\u00eautica tem como referencial o trabalho desenvolvido na Escola Experimental de Bonneuil, na Fran\u00e7a, fundada por Maud Mannoni em 1969. Precursora em sua pr\u00e1tica de relacionar conhecimentos advindos da educa\u00e7\u00e3o e da Psican\u00e1lise, e tendo por meta promover a inclus\u00e3o social de crian\u00e7as portadoras de 47 dist\u00farbios graves na inf\u00e2ncia, Mannoni afirma que uma crian\u00e7a psic\u00f3tica (mas isso, tamb\u00e9m, vale pra qualquer crian\u00e7a) tem necessidade, primeiro e acima de tudo, de viver num lugar onde seja poss\u00edvel o acesso \u00e0 fantasia e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, uma escola ou um espa\u00e7o que se prop\u00f5e a educar, s\u00f3 ganha um sentido verdadeiramente educativo para seus alunos, quando a crian\u00e7a \u00e9 tomada numa rede simb\u00f3lica, em um lugar que d\u00ea espa\u00e7o \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o oral, em que ela tenha liberdade para descobrir o prazer de ter m\u00e3os que criam (1989, p.72).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido, esta autora coloca em primeiro plano o ato criativo, o qual pode ser trabalhado em quaisquer disciplinas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Vimos neste artigo como conceitos da \u00e1rea de pedagogia e da psicanalise, convergem para o objetivo inclusivo e de constru\u00e7\u00e3o e express\u00e3o das subjetividades presentes em uma sala de aula. Esta sala pode estar em uma situa\u00e7\u00e3o inclusiva &#8211; quando ocorre a inclus\u00e3o de crian\u00e7as e jovens com diferen\u00e7as estruturais em suas subjetividades &#8211; ou n\u00e3o quando apenas temos que lidar com as diferen\u00e7as inerentes a condi\u00e7\u00e3o social e humana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nestes dois casos e perfis de salas de aula, \u00e9 importante termos um olhar acolhedor que contribua para o ensino em salas de aula heterog\u00eaneas e tirarmos conclus\u00f5es que v\u00e3o ao sentido de perceber que a sociedade \u00e9 heterog\u00eanea sob todos os aspectos. O contexto educativo que cobra cada vez mais um trabalho em dire\u00e7\u00e3o aos m\u00e9todos ativos que valorizem a autonomia dos alunos precisa ser constru\u00eddo visando o acolhimento das diferen\u00e7as, se n\u00e3o, continua sendo um espa\u00e7o de educa\u00e7\u00e3o tradicional em que a verdadeira autonomia dos alunos n\u00e3o esta sendo vista e nem levada em considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido, todo procedimento educacional e art\u00edstico que se utiliza para uma sala inclusiva, serve para qualquer sala de aula, pois as novidades educacionais que est\u00e3o sendo revistas e adaptadas a era digital tem que estar instrumentalizadas com concep\u00e7\u00f5es inclusivas e heterog\u00eaneas da realidade social.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>BIBLIOGRAFIA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>KUPFER, M. C. Apresenta\u00e7\u00e3o da Pr\u00e9-escola Terap\u00eautica Lugar de Vida. Estilos da Cl\u00ednica, ano I, n.01, p.9-17, 2\u00ba sem.1996.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;KUPFER, M. C. Educa\u00e7\u00e3o Terap\u00eautica: O que a Psican\u00e1lise Deve Pedir a Educa\u00e7\u00e3o. Estilos da Cl\u00ednica, ano II, n.2, p.53-60, 1\u00ba sem. 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>MANNONI, M. Um saber Que N\u00e3o Se Sabe \u2013 A Experi\u00eancia Anal\u00edtica. Campinas: Papirus, 1989.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;__________ A Crian\u00e7a Retardada e a M\u00e3e. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1995. __________ Educa\u00e7\u00e3o Imposs\u00edvel. Rio de Janeiro: F.Alves, 1988.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0__________ Bonneuil: Psican\u00e1lise e Sa\u00fade Mental \u2013 Entrevista com Maud Mannoni \u00a0 <\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:22% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"164\" height=\"164\" src=\"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Design-sem-nome.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-222 size-full\" srcset=\"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Design-sem-nome.png 164w, https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Design-sem-nome-150x150.png 150w\" sizes=\"(max-width: 164px) 100vw, 164px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong>Pedro Guimar\u00e3es<\/strong>  &#8211; Mestre em m\u00fasica na \u00e1rea de Etnomusicologia pela UNESP. Professor de M\u00fasica e Arte Educador nas seguintes Institui\u00e7\u00f5es: Servi\u00e7o Social da Ind\u00fastria (SESI); Centro de Educa\u00e7\u00e3o Unificada da prefeitura (CEU); Faculdade Anhembi Morumbi; e Instituto Paulo Vanzolini (Forma\u00e7\u00e3o de Professores). M\u00fasico multi-instrumentista e compositor de trilha sonora.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo paradigma da inclus\u00e3o mostra a necessidade de o trabalho ser conduzido levando em conta a heterogeneidade existente na sala de aula. 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