{"id":243,"date":"2020-09-16T00:01:00","date_gmt":"2020-09-16T00:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/?p=243"},"modified":"2020-09-09T11:14:52","modified_gmt":"2020-09-09T11:14:52","slug":"escola-uma-dimensao-paralela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/escola-uma-dimensao-paralela\/","title":{"rendered":"Escola: uma dimens\u00e3o paralela"},"content":{"rendered":"\n<p>Escola: uma dimens\u00e3o paralela<\/p>\n\n\n\n<p>Os conceitos de profana\u00e7\u00e3o e suspens\u00e3o segundo Jan Masschelein e Maarten Simons no livro &#8220;Em Defesa da Escola: uma quest\u00e3o p\u00fablica&#8221;.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p>Publicado no Brasil em 2013 pela Editora Aut\u00eantica, junto a cole\u00e7\u00e3o \u201cEduca\u00e7\u00e3o: experi\u00eancia e sentido\u201d que traz textos necess\u00e1rios para se compreender os horizontes do ensino, o livro \u201cEm Defesa da Escola: uma quest\u00e3o p\u00fablica\u201d suscita imprescind\u00edveis reflex\u00f5es para se pensar o papel da institui\u00e7\u00e3o escolar na atualidade. Mantendo uma postura de esperan\u00e7a e otimismo cr\u00edtico perante as potencialidades da escola, os autores discorrem acerca das tentativas de defini\u00e7\u00e3o e controle dessa institui\u00e7\u00e3o, dos problemas que se desenrolam em seu espa\u00e7o e das poss\u00edveis perspectivas que podem forjar solu\u00e7\u00f5es para fatores que causaram (e causam) sua certa \u201cinadequa\u00e7\u00e3o\u201d frente \u00e0 realidade moderna.<br><\/p>\n\n\n\n<p>A promessa do presente texto \u00e9 introduzir duas das v\u00e1rias ideias apresentadas por Jan Masschelein e Maarten Simons no mencionado livro: os conceitos de profana\u00e7\u00e3o e suspens\u00e3o em contexto escolar.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Skhol\u00e9 (<em>\u03c3\u03c7\u03bf\u03bb\u03ae)<\/em>: tempo livre<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Para se ter uma concep\u00e7\u00e3o abrangente e viva de algo, muitas vezes \u00e9 preciso retornar \u00e0 sua g\u00eanese. \u00c9 este movimento retrospectivo da an\u00e1lise primeira de Masschelein e Simons perante o l\u00e9xico \u201cescola\u201d, proveniente do grego <em>skhol\u00e9 <\/em>e significando, sobretudo, \u201ctempo livre\u201d. Os autores circunscrevem o tenro surgimento da institui\u00e7\u00e3o escolar nos prim\u00f3rdios da <em>p\u00f3lis<\/em> grega, tal in\u00edcio tem ra\u00edzes firmes, portanto, enquanto inven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da sociedade helen\u00edstica.<br><\/p>\n\n\n\n<p>a escola grega surgiu como uma usurpa\u00e7\u00e3o do privil\u00e9gio das elites aristocr\u00e1ticas e militares na Gr\u00e9cia antiga. Na escola grega, n\u00e3o mais era a origem de algu\u00e9m, sua ra\u00e7a ou \u201cnatureza\u201d que justificava seu pertencimento \u00e0 classe do bom e do s\u00e1bio. Bondade e sabedoria foram desligadas da origem, da ra\u00e7a e da natureza das pessoas. A escola grega tornou inoperante a conex\u00e3o arcaica que liga os marcadores pessoais (ra\u00e7a, natureza, origem, etc.) \u00e0 lista de ocupa\u00e7\u00f5es correspondentes aceit\u00e1veis (trabalhar a terra, engajar-se no neg\u00f3cio e no com\u00e9rcio, estudar e praticar). \u00c9 claro que, desde o in\u00edcio, havia diversas ocupa\u00e7\u00f5es para restaurar conex\u00f5es e privil\u00e9gios, para salvaguardar hierarquias e classifica\u00e7\u00f5es, mas o principal e, para n\u00f3s, o mais importante ato que a \u201cescola faz\u201d diz respeito \u00e0 suspens\u00e3o de uma chamada ordem desigual natural. (MASSCHELEIN, SIMONS, 2013, p. 14)<br><\/p>\n\n\n\n<p>Teoricamente, o processo de suspens\u00e3o de uma ordem desigual &#8211; ou status quo &#8211; da macrosfera, tanto da sociedade em si (p\u00f3lis) como do n\u00facleo familiar (oik\u00f3s), suscitado na parturi\u00e7\u00e3o de um tempo n\u00e3o produtivo (ocioso) e de um espa\u00e7o outro (nos quais as heteronomias da sociedade e da fam\u00edlia n\u00e3o se sustentam), instauram algo como uma realidade paralela, um outro lugar, um lugar que tem seu tempo e espa\u00e7o separados da sociedade como um todo: \u00e9 este o lugar do aprendizado.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p>O ato de desvincular um conhecimento de sua aplica\u00e7\u00e3o na sociedade, examinando-o de v\u00e1rias formas poss\u00edveis, dissecando-o, esmiu\u00e7ando o entendimento at\u00e9 compreender o todo de seu funcionamento, \u00e9 em si a principal atividade da escola. E tal movimento de separa\u00e7\u00e3o consiste, precisamente, no que \u00e9 chamado de \u201c\u00f3cio\u201d, ou tempo n\u00e3o produtivo: um momento em que n\u00e3o se instrumentaliza um saber ou uma coisa para o trabalho (exemplo, ao se estudar a forma como uma bolinha cai no ch\u00e3o em uma aula de f\u00edsica mec\u00e2nica, visa-se entender uma variedade de movimentos e suas respectivas cin\u00e9ticas, um entendimento geral dos fen\u00f4menos f\u00edsicos \u00e9 priorizado sobre um entendimento funcional e espec\u00edfico).&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p>O tempo livre que provoca a suspens\u00e3o de uma ordem desigual e faz com que a escola tenha um lugar pr\u00f3prio e separado (fora) da sociedade (quase como utopias e heterotopias), \u00e9, ent\u00e3o, estabelecido, especialmente, no ato de desvincular os conhecimentos e habilidades de suas funcionalidades e usos sociais convencionais e oportunos, \u00e9 este um ato de liberta\u00e7\u00e3o dos saberes.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>O jogo de profana\u00e7\u00f5es do saber<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>A liberta\u00e7\u00e3o dos saberes animada pelo ato de desvincul\u00e1-los de seus usos (capitalizados) obrigat\u00f3rios e convencionais, devolvendo-lhes certa autonomia, \u00e9 tamb\u00e9m um ato de profana\u00e7\u00e3o. De acordo com a concep\u00e7\u00e3o de Jan Masschelein e Maarten Simons, a apropria\u00e7\u00e3o de conhecimento caracter\u00edstica do processo de aprendizado se relaciona com o ato de profanar uma informa\u00e7\u00e3o pr\u00e9-estabelecida: profanar \u00e9 desligar algo de seu uso habitual, subverter sua resson\u00e2ncia sagrada (ou melhor, sacralizada) e inacess\u00edvel, e devolv\u00ea-lo ao uso comum, ao uso democr\u00e1tico.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Os autores atribuem ao l\u00e9xico \u201cprofanar\u201d, por conseguinte, o significado de compartilhamento e democratiza\u00e7\u00e3o dos conceitos. Com essa reflex\u00e3o, retiram (um pouco) o foco can\u00f4nico e religioso ao qual a palavra foi atribu\u00edda e sedimentada por fruto de uma constru\u00e7\u00e3o realizada, principalmente, pelas institui\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas no decorrer da manuten\u00e7\u00e3o de seus costumes, a fim de justificar as viol\u00eancias cometidas nos processos de catequiza\u00e7\u00e3o. \u00c9 largamente difundido o significado de profana\u00e7\u00e3o enquanto algo \u201cestranho \u00e0 religi\u00e3o\u201d ou \u201cleigo\u201d.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p>A profana\u00e7\u00e3o, ou seja, a democratiza\u00e7\u00e3o daqueles saberes que, \u00e0 princ\u00edpio, s\u00e3o misteriosos e despertam curiosidade, d\u00e1 forma a uma profana\u00e7\u00e3o do sacralizado, ou, melhor dizendo, numa restitui\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter p\u00fablico, comum e acess\u00edvel de um conhecimento que antes operava em um segmento restrito e exclusivo. O ato de profanar, al\u00e9m disso, quebra a unidade do que constitui aquilo que \u00e9 sacro: o ludus (ritual, jogo f\u00edsico) e o locus (o mito, o jogo de palavras). \u00c9 a profana\u00e7\u00e3o, portanto, que retoma o que h\u00e1 de mais vivo no exerc\u00edcio filos\u00f3fico e no aprendizado: a liberdade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Suspens\u00e3o: a escola como um <em>temenos<\/em>&nbsp;<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Antes de mais nada, o tribunal pode tamb\u00e9m ser chamado uma \u201ccorte\u201d de justi\u00e7a. Esta corte \u00e9 ainda, no sentido pleno do termo, o \u03b9\u03b5\u03c1\u03cc \u03ba\u03cd\u03ba\u03bb\u03bf, o c\u00edrculo sagrado dentro do qual, no escudo de Aquiles, aparecem sentados os ju\u00edzes. Todo lugar onde se ministra a justi\u00e7a \u00e9 um verdadeiro <em>temenos<\/em>, um lugar sagrado, separado e afastado do mundo vulgar. Em flamengo e holand\u00eas antigo, a palavra que o designa \u00e9 <em>vierschaar<\/em>, o que, \u00e0 letra, quer dizer um espa\u00e7o delimitado por quatro cordas ou, segundo uma outra interpreta\u00e7\u00e3o, por quatro bancos. Mas, seja quadrado ou redondo, de qualquer forma \u00e9 sempre um c\u00edrculo m\u00e1gico, um recinto de jogo no interior do qual as habituais diferen\u00e7as de categoria entre os homens s\u00e3o temporariamente abolidas. (HUIZINGA, J., 1996, p.88)<br><\/p>\n\n\n\n<p>Trazemos aqui um excerto de \u201cHomo Ludens\u201d, escrito por Johan Huizinga, a fim de tensionar outra concep\u00e7\u00e3o da <em>suspens\u00e3o<\/em> e justap\u00f4-la \u00e0quele profano inerente ao compartilhamento e democratiza\u00e7\u00e3o de saberes: trata-se da suspens\u00e3o instaurada em espa\u00e7os da justi\u00e7a e do direito, a qual se aproxima da ideia do \u201cjogo\u201d (ludus). Huizinga ressalta a seguinte caracter\u00edstica deste espa\u00e7o \u201csagrado\u201d: a capacidade de abolir temporariamente as habituais diferen\u00e7as entre as pessoas que o adentram.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p>Nos lugares da justi\u00e7a, aqueles que a ministram \u201csaem de seus lugares comuns\u201d, de sua vida habitual, e, de certo modo, da esfera profana cotidiana. S\u00e3o estes os lugares sagrados, mitol\u00f3gica e\/ou historicamente estabelecidos: alhures que se al\u00e7am a outra realidade, a qual, por sua vez, se sobrep\u00f5e, suspensa, \u00e0 realidade comum (e, de certo modo, profana).&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p>No decurso do tempo, evidentemente como se pode intuir, por mais que tais ambientes tenham tal g\u00eanese ritual\u00edstica e l\u00fadica &#8211; que garantia uma suspens\u00e3o pr\u00e1tica das desigualdades e diferen\u00e7as habituais entre os indiv\u00edduos -, o que de fato prevalece na atualidade \u00e9 a intensifica\u00e7\u00e3o de tais disparidades mesmo dentro de ambientes institu\u00eddos supostamente \u201cseparados\u201d ou \u201csuspensos\u201d da vida comum. Ou seja, tem-se uma incapacidade latente de operar a suspens\u00e3o, seja por meio da profana\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica de saberes, seja pelo estabelecimento de um tempo outro no interior desses espa\u00e7os. Portanto, aquela premissa da skhol\u00e9 da antiga Gr\u00e9cia &#8211; de abolir as diferen\u00e7as hier\u00e1rquicas e desigualdades entre as pessoas &#8211; n\u00e3o se verifica nas escolas modernas pelos mais variados motivos.<br><\/p>\n\n\n\n<p>A tese exposta em <em>Em Defesa da Escola<\/em> tem como centro, justamente, tal problem\u00e1tica: a falta de autonomia das escolas e do ensino. A fim de entender e expor os diversos mecanismos (ex\u00f3genos) que regulam e controlam o ensino formal na institui\u00e7\u00e3o escolar e que usurpam desta a possibilidade de instaurar a suspens\u00e3o, os autores refletem acerca de uma s\u00e9rie de situa\u00e7\u00f5es que tem como palco o ambiente escolar. As situa\u00e7\u00f5es debatidas apresentam conflitos entre a liberdade (autonomia) dos seres escolares (alunos e professores) e as demandas de ensino (heteronomias)&nbsp; impostas ora pelos pais, ora por organiza\u00e7\u00f5es que investem em institui\u00e7\u00f5es de ensino, ora pelo Estado. Ademais, t\u00eam-se, ainda, as imposi\u00e7\u00f5es dogm\u00e1ticas e preconceitos que se cristalizaram e se sedimentaram no pr\u00f3prio conhecimento cient\u00edfico por meio dos processos de subalterniza\u00e7\u00e3o e aniquila\u00e7\u00e3o de povos que detinham em suas sociedades outros saberes.<br><\/p>\n\n\n\n<p>As demandas obrigat\u00f3rias de ensino que conduzem o conhecimento a uma concep\u00e7\u00e3o tradicionalmente estabelecida por gera\u00e7\u00f5es anteriores acaba por anular qualquer possibilidade de realizar a profana\u00e7\u00e3o que democratiza o saber.&nbsp; Dessa forma, refletir e tentar p\u00f4r em pr\u00e1tica &#8211; novamente &#8211; a suspens\u00e3o na Escola, \u00e9 uma possibilidade de \u201cresgatar\u201d a Escola de tamanha &#8211; e profunda &#8211; submiss\u00e3o \u00e0 oikos e \u00e0 p\u00f3lis. Consiste ent\u00e3o na tentativa de verter a institui\u00e7\u00e3o para seu origin\u00e1rio significado etimol\u00f3gico, o de tempo livre.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li>Da (i)mutabilidade das Institui\u00e7\u00f5es: uma profus\u00e3o de questionamentos<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Um dos pontos cr\u00edticos que caracteriza os debates da chamada \u201cp\u00f3s-modernidade\u201d \u00e9, a saber, o impasse e a incerteza quanto \u00e0s possibilidades de resist\u00eancia e liberdade dos indiv\u00edduos frente \u00e0s institui\u00e7\u00f5es, entre as quais, como vimos, a escola tradicional \u00e9 uma delas (uma das mais importantes, inclusive). O questionamento \u00e9 muito simples e inc\u00f4modo: n\u00f3s somos livres?&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p>Eis que a institui\u00e7\u00e3o escolar se faz campo de batalha entre diversas prospec\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises quanto \u00e0 problem\u00e1tica da resist\u00eancia e da liberdade. Por um lado, podemos nos convencer de que se trata de uma institui\u00e7\u00e3o que reproduz falhas imut\u00e1veis, de que o conhecimento partilhado nela e atrav\u00e9s dela sempre ser\u00e1 submisso a determinados valores e tradi\u00e7\u00f5es fundamentadas na sociedade \u00e0s quais sempre estaremos assujeitados. E, num extremo radical, incentivar sua aboli\u00e7\u00e3o absoluta. Ou, por outro, podemos observar a escola enquanto um lugar cheio de potencialidades, ainda que esteja na linha de fogo entre os mais variados interesses ex\u00f3genos a ela.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p>Refletir sobre se a escola abole as desigualdades entre os indiv\u00edduos ou se finda por intensific\u00e1-las se faz extremamente necess\u00e1rio na atualidade. Para um aprofundamento inicial nessas quest\u00f5es, \u00e9 interessante consultar as teorias <em>cr\u00edtico-reprodutivistas<\/em> de fil\u00f3sofos como Pierre Bordieu, Jean-Claude Passeron e Louis Althusser, e as teorias que apresentam uma perspectiva cr\u00edtica diante ao reprodutivismo, como elaboradas por pensadores como Jacques Ranci\u00e8re e Michel Foucault.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<br><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As propostas trazidas por Jan Masschelein e Maarten Simons apresentam interessantes formas de se olhar os futuros da institui\u00e7\u00e3o escolar. A valoriza\u00e7\u00e3o de processos tais como a suspens\u00e3o e a profana\u00e7\u00e3o enquanto potenciais recursos de restabelecimento do que h\u00e1 de mais importante na escola \u00e9 uma perspectiva que inspira otimismo. Por fim, o questionamento da Escola enquanto reprodutora de desigualdades contraposto a esperan\u00e7a de entrever sua essencial pot\u00eancia de abolir tais injusti\u00e7as se faz necess\u00e1rio na atualidade.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><br>HUIZINGA, Johan. Homo Ludens. 4. ed. S\u00e3o Paulo: Perspectiva, 1996.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p>MASSCHELEIN, Jan. MAARTEN, Simons. Em defesa da Escola: uma quest\u00e3o p\u00fablica. 1. ed. SP: Aut\u00eantica Editora, 2013.<br><\/p>\n\n\n\n<p>PATTO, Maria Helena Souza. A produ\u00e7\u00e3o do fracasso escolar: hist\u00f3rias de submiss\u00e3o e rebeldia. S\u00e2o Paulo: Casa do Psic\u00f3logo, 1999&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MATERIAL DA INTERNET&nbsp;<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<p>ARENDT, Hannah. A Crise na Educa\u00e7\u00e3o, 2015. Traduzido de Between Past and Future: Six Exercises in Political Thought, New York: Viking Press, 1961, pp. 173-196. Texto originalmente publicado em 1957 na Partisan Review. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br\/arquivos\/File\/otp\/hanna_arendt_crise_ed ucacao.pdf&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p>AGAMBEN, Giorgio. Profanations. Cap. 9 &#8211; In praise of profanation. NY: Zone Books, 2007. Dispon\u00edvel em: http:\/\/v3.ellieharrison.com\/money\/profanations.pdf&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p>BERTICELLI, Ireno A. Da escola ut\u00f3pica \u00e0 escola heterot\u00f3pica: educa\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-modernidade. Educa\u00e7\u00e3o &amp; Realidade, v. 23, n. 1, 1998. Dispon\u00edvel em: https:\/\/seer.ufrgs.br\/educacaoerealidade\/article\/view\/71351&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p>FOUCAULT, Michel. De espa\u00e7os outros. Estud. av., S\u00e3o Paulo , v. 27, n. 79, p. 113-122, 2013 . Available from . access on 02 Aug 2020. http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/S0103-40142013000300008.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide\" style=\"grid-template-columns:22% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1006\" src=\"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/IMG_2542b-1024x1006.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-220\" srcset=\"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/IMG_2542b-1024x1006.jpg 1024w, https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/IMG_2542b-300x295.jpg 300w, https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/IMG_2542b-768x754.jpg 768w, https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/IMG_2542b-1536x1509.jpg 1536w, https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/IMG_2542b.jpg 1853w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong>Clarissa Ricci<\/strong>  &#8211; Arte\/educadora, artista pl\u00e1stica, e ilustradora. \u00c9 graduada em bacharelado e licenciatura em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP, e formada pelas experi\u00eancias em media\u00e7\u00e3o e arte\/educa\u00e7\u00e3o no Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo, onde trabalhou de 2017 a 2019, enquanto membro da equipe educativa. Tem em sua forma\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria os saberes compartilhados no Curso Livre de Prepara\u00e7\u00e3o do Escritor, oferecido pela Casa das Rosas, do qual participou em 2014 (CLIPE Jovem) e 2015 (CLIPE Anual). Em sua investiga\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e art\u00edstica busca tensionar uma pesquisa acerca da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica latino americana com a parturi\u00e7\u00e3o de uma visualidade e linguagem pr\u00f3prias.<\/p>\n<\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escola: uma dimens\u00e3o paralela Os conceitos de profana\u00e7\u00e3o e suspens\u00e3o segundo Jan Masschelein e Maarten Simons no livro &#8220;Em Defesa da Escola: uma quest\u00e3o p\u00fablica&#8221;.&nbsp; Publicado no Brasil em 2013 pela Editora Aut\u00eantica, junto a&hellip;<\/p>\n<p><a class=\"readmore\" href=\"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/escola-uma-dimensao-paralela\/\">Read More<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-243","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao-basica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/243"}],"collection":[{"href":"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=243"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/243\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":257,"href":"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/243\/revisions\/257"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=243"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=243"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/uniplenaeducacional.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=243"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}